A CGH OURO BRANCO
Projetada no rio Mourão, no município de Peabiru, Paraná, a Central Geradora Hidrelétrica CGH OURO BRANCO tem sua Casa de Força nas coordenadas 23°58’6,2” S e 52°14’01,00” W, e Barragem nas coordenadas 23°59’43,10” S e 52°1356,60” W. A montante deste projeto, no rio Mourão, estão as UHE Mourão e a PCH Salto Natal, essa situada a 17 Km águas acima. Essas usinas garantem a perenidade da vazão das águas, permitindo à CGH OURO BRANCO possuir um reservatório mínimo.
Este Empreendimento é formado por uma barragem de concreto por gravidade com altura de 3,5 m no trecho do vertedor, e 68m de extensão, que represa o rio Mourão na cota de elevação 376,50m. Seu dique lateral é de enrocamento com núcleo de argila, com 8m de altura e 90m de comprimento, e seu Reservatório tem 9,21 hectares. Este alagou 6,14 ha além da caixa do rio original. Não há deplecionamento operacional no reservatório, com o que seu nível se mantém constante, fator que é francamente favorável à vida lacustre
A Barragem foi levantada em concreto armado com contrafortes, que desviaram as águas do rio pelo Canal Adutor superficial, de 1.573m de extensão, escavado em terra e rocha, a céu aberto. Ao final deste as águas são introduzidas em dois Condutos Forçados de 56,0m de comprimento e 2,00m de diâmetro interno cada, chegando à Casa de Força. Nesta foram instaladas duas Turbinas Francis Rotor Duplo. Depois de captar seu potencial energético as águas são devolvidas ao leito original do rio, pelo Canal de Restituição, no nível normal de cota 355,00 m.
No corpo da barragem, sob o vertedouro, foram dispostos 32 dutos, cada um com 15 cm de diâmetro, por onde vertem 2,10 m3/s que formam a vazão sanitária ou ecológica deste aproveitamento. Estes dutos distribuem as águas sobre o lajeado a jusante da barragem, onde retornam o curso natural do rio. Ocorrendo estiagem com intensidade suficiente para reduzir a vazão do rio, a geração é interrompida, porém o fluxo destes dutos mantém a ecologia do rio. Em seu trecho de vazão reduzida (TVR).
O projeto do aproveitamento previu uma geração de 2,56 MW médios, através dos dois geradores com potência unitária de 2.500 kVA, ainda que sua capacidade operacional seja mantida em 4,00 MW. A energia produzida provém da vazão turbinada de 10,48 m3 /s em uma queda líquida nominal de 23,00 m. Sua linha de transmissão, com 34,5 kV, e 14,5 Km de extensão leva a energia da CGH OURO BRANCO até a cidade de Peabiru, entregando-a ao Sistema Interligado Nacional através da COPEL, Companhia Paranaense de Energia.
Em torno da represa em ambas as margens, está a Área de Preservação Permanente – APP, de 50,00 m. Na margem direita é formada por matas com espécies nativas em processo de recomposição. Na margem esquerda, a APP ocupa parte da área de antiga várzea, separada do reservatório por um dique de enrocamento. Esta várzea possui sistema de drenagem livre, sob a barragem da CGH. A APP do reservatório se destina a proteger o reservatório e a abrigar a fauna, cujos grupos da avifauna, répteis e mamíferos de hábitos lacustres, tem ali grande expressão.
Em área adquirida em torno do dique do barramento foi implantada a Área de Compensação Ambiental destinada a conservar como ambiente florestal uma área equivalente (na prática, maior) à área de matas suprimidas para a implantação da CGH Ouro Branco. Na implantação desta Área de Compensação, cercada com fios de aço, os solos foram em parte revolvidos e compactados na época das Obras, e tiveram que ser recuperados, e então ali foram plantados mais de 20 mil mudas de árvores. Esta área vem ainda sendo mantida em vista tanto das precárias condições do terreno, como pela persistente invasão de espécies exóticas, de espécies usadas nas pastagens lindeiras.